domingo, 12 de maio de 2013

O QUE OS FILOTRANSGENICOS NÃO DIVULGAM


Vamos continuar pesquisando e divulgando matérias que as multinacionais dos transgêncos e seus lacaios da CTNBio e demais filotransgenicos insistem em esconder. Abaixo mais um texto.

Transgenicos: Um debate necessário e impostergável no Cone Sul
Carlos A. VicenteGRAIN"Precisamos urgentemente  realizar um debate sério em nosso país e em toda a região do Cone Sul que, em algum momento, a Syngenta batizou  de" República Unida da Soja " para liquidar as dívidas que há quase duas décadas foram geradas  com os povos deslocados e os territórios devastados. E, portanto,  é essencial desmantelar o cerco que as empresas midiáticas  têm construído ".
 
Enquanto o mundo é palco de um intenso debate sobre os organismos geneticamente modificados, na Argentina, os meios de comunicação de massa  mantêm um  silêncio cúmplice que vão desde a simples crença cega ou desviar o olhar para evitar irritar alguns aliados.
Uma situação similar existe no  Brasil, Uruguai e Paraguai.Mas neste momento o debate parece  inevitável pois o fracasso dos transgenicos falam por si só e mesmo aqueles que preferem ver apenas o que eles definem como "efeitos colaterais" não podem esconder o mais básico: não existem argumentos para sustentar a existência e a  proliferação dos transgenicos que não sejam  de rendição aos interesses corporativos que os dirigem.Para iniciar, qualquer uma das promessas que vieram da década de 90 foram atendidas: não serviram para acabar com a fome no mundo, nem reduziram o uso de produtos químicos ou nem desenvolveram os transgenicos  de segunda e terceira geração que proporcionariam  uma melhor qualidade dos alimentos, e nem produziram variedades mais produtivas ou resistentes à seca (1).Enquanto as promessas ainda continuam,  a realidade mostra a verdadeira face de transgênicos: a fome continua a crescer e a própria  Organização Internacional para a Agricultura e a Alimentação (FAO) afirma  que não é uma questão de produção mas de equidade e distribuição; o uso de agrotóxicos atinge níveis recordes em países que cultivam transgênicos e seus impactos ambientais e de saúde são inquestionáveis e as "falhas" da engenharia genética experimental começam  a ser publicadas em revistas científicas sérias.A questão principal  é que o mundo começou a reagir e os debates políticos, científicos, ambientais e sociais estão na ordem do dia.O mesmo relator das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter levantou claramente no México, onde está acontecendo  um dos maiores crimes contra a humanidade introduzindo  o milho transgênico no mesmo berço do milho, se exige uma moratória porque pode ser "impossível de controlar" em caso de contaminação. No seu relatório advertiu contra a possibilidade de que uma extensão dos cultivos de  milho GM poderia aumentar "o risco de endividamento dos pequenos agricultores" com empresas multinacionais do setor (2).

O México é precisamente onde as resistências  estão mobilizando setores acadêmicos, agricultores, organizações de juventude, sindicatos, povos indígenas e meios de comunicação e onde nos dias de hoje, sob o marco do Tribunal Permanente dos Povos se realizou uma grande PréAudiência Nacional chamada "Contaminação Transgenica do  Milho  Nativo " para julgar e condenar estes crimes (3). Um dos ecos desse evento pode ser lido no jornal La Jornada: "Na pré-audiência se  desmontou com solidez e  fundamento  a falácia de que o milho GM oferece vantagens para os agricultores ou para o país e pode ser usado para combater a fome. É o contrário. Se todo o país ficar  contaminado de milho transgênico,cairá   a produção de milho. Por sua própria natureza a transgenia  diminui a produção  "(4).Na  União Europeia  a resistência dos consumidores aos transgenico faz com que se multipliquem as proibições nacionais aos mesmos  e crescem  as áreas "livres de transgenicos" geradas a partir de lutas locais. Há proibições na Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, França, Grécia, Itália, Bulgária e Polônia (5). Até agora foram identificadas iniciativas de zonas livres de OGMs em pelo menos 25 países europeus e há milhares de municípios que se declararam Livres de Transgenicos (6).

Nos Estados Unidos, em 26 de março entrou em vigor uma cláusula legal que permite a Monsanto e outras multinacionais OGM ignorar as ordens judiciais de  suspensão do plantio de transgênicos, seja por irregularidades na aprovação, por falta de avaliação de impactos ambientais ou de saúde, por novas provas científicas que indiquem  danos à saúde ou qualquer outro motivo (7). Esta cláusula tem sido apelidada de "Lei de Proteção à Monsanto". Este escândalo levou o New York Times publicar  o artigo "Por que GM precisa de proteção?" que expressa simplesmente "A engenharia genética tem decepcionado muitas pessoas que tinha grandes esperanças nela" (8).Concluímos lembrando que esses debates têm sido aqueles que orientaram ao Equador e a Bolívia para a proibição ,em suas Constituições, o cultivo de sementes geneticamente modificadas, como resultado da luta para esclarecer os impactos dos transgênicos protagonizados por  organizações camponesas e indígenas.Notas:


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