domingo, 29 de abril de 2012

TRISTE PRIMEIRO DE MAIO NO BRASIL

                                           Fonte: rebelion.org                               Kalvellido
A luta sindical no país, com divisões internas entre CUT, CTB, Força Sindical e outras correntes sindicais enfraquece a luta dos trabalhadores. O que vemos são centrais apelegadas que nesse 1º de Maio vão se reunir com festas,churrascadas regadas a cerveja e cachaça,  com distribuições de prêmios; é uma alienação total. 1º de Maio é um dia de lutas contra toda a sorte de exploração do trabalhador por parte do capital, entretanto a pelegada de plantão, que só luta por salário, esquece que o nosso inimigo é o capitalismo; ele é que tem de ser derrotado. Infelizmente teremos um triste 1º de Maio no Brasil!

O PCB E O 1º DE MAIO

1º DE MAIO É DIA DE LUTA E RESISTÊNCIA DOS TRABALHADORES
(Nota Política do Comitê Central do PCB) São vários os desafios para a classe trabalhadora neste 2012. A agudização da atual crise do capitalismo desperta a sanha imperialista por novas guerras, como no caso da Síria e do Irã; desmascara o poder dos grandes bancos e das corporações industriais multinacionais sobre a autodeterminação dos povos, como na Grécia e na Itália; e traz mais arrocho econômico e retirada de direitos para trabalhadores de todo o mundo – inclusive de nós, brasileiros. A crise encontra no Brasil um governo que se alia cada vez mais ao capital e contra os trabalhadores, como comprovam os cortes no Orçamento, de cerca de R$ 50 bilhões em 2011 e outros R$ 50 bilhões agora em 2012, e a retirada de direitos trabalhistas  através de legislação que altera a relação entre patrões e empregados nas médias e pequenas empresas. Nem mesmo a “medida de contenção” dos anos anteriores o governo está disposto a oferecer: a liberação de crédito (uma política de endividamento crescente da população que dá às camadas populares a ilusória sensação de melhoria de vida) é cada vez mais dificultada pelo sistema financeiro. O Governo Dilma atende prioritariamente aos interesses e necessidades dos grandes banqueiros, dos especuladores e das grandes empresas que exploram o trabalhador brasileiro: ao mesmo tempo em que retira recursos do Orçamento para as pastas de Saúde e Educação, entre outras, concede benefícios fiscais direcionados a estes setores da Economia, como no último “pacotaço” do Executivo, apoiado pelo sindicalismo patronal e por representações da classe trabalhadora, como a CUT, a CTB, a Força Sindical, que agem em favor do capital e aderiram ao governo e sua política, fazendo o jogo da conciliação de classes. Dilma mantém intacta a sangria do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública brasileira: mesmo antes do corte de R$ 50 bilhões, 47,19% dos recursos do orçamento da união previstos iriam para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, enquanto a Saúde ficava com 3,98% e a Educação com 3,18%.  Esses fatores  explicam o fato de sermos a sexta maior economia do mundo e ocuparmos a 84º posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com o sucateamento da saúde pública, as escolas mal equipadas e baixos salários para os profissionais da saúde e educação, transporte público precário nos grandes centros urbanos, falta de moradia digna e péssimas condições sanitárias para um número ainda enorme de lares brasileiros. Continuam os leilões dos campos de petróleo e de áreas de exploração no pré-sal, com a participação de empresas que não têm as condições técnicas de operar nesses campos sem colocar em risco o ecossistema, como no recente caso da Chevron. São priorizados os lucros das grandes empreiteiras, as maiores beneficiárias, juntamente com os bancos, dos governos FHC e Lula, com obras como a de Belo Monte e Jirau e as instalações esportivas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Por outro lado, cresce a insatisfação de diversos grupos sociais contra este  estado de coisas, como atestam as manifestações quase diárias contra a calamidade dos transportes públicos. Os trabalhadores das obras do PAC também reagiram às condições de superexploração e semiescravidão impostas pelas empreiteiras como a Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e outras – muitas delas financiadoras das campanhas eleitorais do PT e de seus aliados. Como demonstrou a manifestação em favor do “Pacotaço” ocorrida em São Paulo , as centrais sindicais ligadas ao governo repetirão este ano as grandes festas no 1º de Maio, com artistas famosos, distribuição de brindes, bebidas e sorteios, além de muito discurso a favor do Governo e do “pacto entre trabalhadores e patrões”. A velha máxima do “pão e circo” será a tônica em muitos centros urbanos do país, buscando desarmar ideologicamente a classe trabalhadora brasileira no enfrentamento ao patronato e ao sistema capitalista. Para o PCB, a hora é de reforçar a unidade dos movimentos populares, das forças de esquerda e entidades representativas dos trabalhadores, no caminho da formação de um bloco proletário capaz de contrapor à hegemonia burguesa uma real alternativa de poder popular, com a organização da Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, que possa ordenar ações unitárias contra o poder do capital e do imperialismo, rumo à construção da sociedade socialista. Propomos a luta por:  Redução da jornada de trabalho sem redução de salários Salário mínimo do Dieese; Fim do imposto de renda sobre os salários Contra a transformação da Previdência em Fundo de Pensão, contra o Funpresp Solidariedade internacionalista à luta dos trabalhadores Unidade da classe trabalhadora numa Frente Anticapitalista e Anti-imperialista Pela Reforma Agrária Contra a criminalização dos movimentos sindicais e sociais em Luta Contra o modelo de desenvolvimento econômico a favor do capital
Por uma sociedade Socialista  PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCBCOMITÊ CENTRAL Maio 2012 


sexta-feira, 27 de abril de 2012

AMÉRICA LATINA NO CAMINHO NEO-EXTRATIVISMO





A decisão da Argentina de recuperar o controle da indústria do petróleo é um sinal de que a América Latina está preparada para reconquistar seus direitos em relação aos recursos naturais. Muitos vêem isso como um sinal de que os dias do neoliberalismo estão contados na região. A realidade é mais complicada.

Na  primeira metade do século XX marcou o extrativismo de inserção da América Latina na economia global. A palavra extrativismo   é um pouco imprecisa pois  compreende a produção da indústria de mineração, assim como a produção  agrícola da monocultura para exportação.

Extrativismo está associado  a existência de enclaves, exploração no trabalho sem limites,  violações dos direitos humanos,  extermínio de grupos indígenas e de governos subordinados ao poder das corporações multinacionais. É um assunto de difícil resolução do qual  é difícil de escapar. A estratégia de substituição de importações aplicada entre 1940 e 1980 foi projetada para escapar dessa armadilha. Mas a crise da dívida dos anos 80 permitiu impor o regime neoliberal e o extrativismo voltou com espíritos de vingança.

A onda de privatizações entregou o controle das industrias de mineração e de petróleo às multinacionais. A política fiscal restritiva  e a  retirada de apoio à agricultura familiar , juntamente  a liberalização financeira  comércial, permitiram  o retorno da grande exploração agrícola de monocultura,  ligadas a consórcios de grãos e sementes  que controlam o mercado mundial .

O neoliberalismo levou a um desempenho econômico medíocre  e repetidas crises. Tudo isso levou a grandes mudanças políticas. Em eleições livres e democráticas aconteceram as vitórias eleitorais de  Hugo Chávez em 1999, Nestor Kirchner e Lula (ambos em 2003), Evo (2006) e Rafael Correa (2007).

Nesses países, o controle sobre os recursos naturais se converteu  na mais  alta  prioridade, por ser  fonte de receitas fiscais. O resgate foi apresentado como parte de um projeto nacionalista, a verdade é que ele também foi uma decisão pragmática que não passava pela expropriação. Não que o acesso à tecnologia tenha sido a principal barreira à entrada. As grandes empresas multinacionais possuiam os  canais de comercialização e a maneira mais fácil era seguir uma estratégia adaptativa para renegociar os termos dos contratos e concessões, evitando confrontos com os EUA e alguns países europeus. Muito rapidamente se pode  de captar assim uma fatia maior do excedente de exploração e dotação  de recursos fiscais.

Não surpreende que  os indicadores sobre a composição do PIB e das exportações continuem  revelando  a importância do setor primário- exportador nas economias de muitos destes países. É claro que  no novo esquema os  recursos fiscais  permitiram  aumentar os gastos em saúde, educação, habitação e infra-estrutura. Houve também uma política de recuperação dos salários e aumentou a cobertura e alcance dos programas de combate à pobreza. Isto deu legitimidade política e social para esses governos. Mas também pode ter causado um  apoio  ao neo-extrativismo e uma maior pressão  para aumentar a produção e maximizar a aquisição de recursos.

Eventualmente, o fluxo de recursos fiscais do neo-extrativismo não é sustentável. Depende primeiro do ciclo em que estão associados com os altos preços de commodities. Decorrido esse ciclo  ocorre a queda nos  preços e diminuição das receitas fiscais. Além disso, o colapso ambiental também pode cortar drasticamente o fluxo de recursos. Assim, a mineração a céu aberto, a exploração madeireira e monocultura comercial em grande  escala  (Brasil e Argentina com a soja transgênica) já são exemplos de catástrofes ambientais.

Este processo está  marcado por grandes contradições, todas relacionadas com as particularidades de cada país. Mas é justo dizer que apesar da retórica nacionalista, o neo-extrativismo não alterou a forma de inserção na economia global. Até certo ponto isso é normal e que o objetivo é parte de uma luta de longo prazo. Com exceção da Venezuela e em menor grau Argentina, não se tem contestado  a estrutura macroeconômica do neoliberalismo. Por exemplo, o Equador tem sua economia dolarizada, o que coloca uma enorme pressão sobre os recursos naturais. Não surpreendentemente, apesar do compromisso de Correa para não  explorar o petróleo em Yasuni, o governo incentiva grandes projetos de mineração.

Claro que, com todas as suas falhas, o processo de neo-extrativista nos governos mais progressistas é um avanço  quando comparado com o que aconteceu no neoliberalismo. Basta olhar para o triste exemplo do México: também aqui persiste uma forma de extrativismo, porém o gasto  social ainda está no chão e a violenta repressão contra as comunidades indígenas  se intensifica.

Fonte: rebelio.org – Tradução e adaptação: Valdir  Izidoro Silveira

terça-feira, 24 de abril de 2012

CÓDIGO FLORESTAL: SE PASSAR O PROJETO CHIQUEIRO, DILMA VETA

Governistas apostam em rejeição do relatório do Código Florestal

Terça-feira, 24 de Abril de 2012, 08:53:19Economia, Meio Ambiente
O governo vai sair vitorioso da votação do novo Código Florestal, marcada para hoje, prevê o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP). O relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) é rejeitado tanto pelo PT quanto pelo Palácio do
Planalto e conta com o apoio do PMDB e da maioria da bancada ruralista. "Como o governo tem maioria aqui na Casa, não vai ser derrota do governo. A gente vai ganhar amanhã [hoje]", disse Tatto.
Na votação do Código Florestal na Câmara no ano passado, o governo foi derrotado com o apoio da base aliada. À época, o plenário aprovou a Emenda 164, que estende aos Estados o poder de decidir sobre atividades agropecuárias em áreas de
preservação permanente (APPs). A medida foi incluída em plenário pelo PMDB da Câmara. Para alterar o tema, houve acordo do Palácio do Planalto com os parlamentares durante a discussão do projeto no Senado.
O líder petista informou que houve uma "evolução" do projeto aprovado na Câmara no ano passado para o texto que passou pelo crivo dos senadores. Tatto afirmou que, se o governo for derrotado na votação em plenário, a decisão final sobre o
tema ficará para a presidente Dilma Rousseff. "A presidenta tem a prerrogativa e vai ter que tomar uma decisão, se ela veta ou não", disse o líder.
Para discutir o tema, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) se reúne pela manhã com os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; e das
Relações Institucionais, Ideli Salvatti. A bancada do PT também se reúne para tratar do tema.
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), negou que o governo vá tentar impedir a votação. "Nós não vamos fazer nenhum tipo de obstrução. A orientação é trabalhar o mérito. Até porque em algum momento vai ter que
ser votado. Então, [em vez de] você ficar tentando um acordo que sabe que não vai ocorrer, é melhor votar", afirmou em cerimônia no Senado.
Chinaglia afirmou que o relatório "não tem o apoio do governo pois consolida uma anistia" aos produtores que desmataram além do permitido pela legislação. Ainda assim, o líder afirmou que um "eventual" acordo para alterações no texto aprovado
pelo Senado que conte com o apoio de "parte dos deputados" pode ser alvo de discussão.
Fonte:  Valor Econômico

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PRESIDENTA DILMA DEVE VETAR O NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Código Florestal: sem acordo, deputados devem impor derrota ao Planalto na votação desta terça.

Do Blog do Josias:
A dois meses da Rio+20, conferência ambiental que terá o Brasil como vitrine, a Câmara está na bica de propiciar a Dilma Rousseff uma segunda derrota na votação do Código Florestal. Nesta terça (24), os deputados votarão uma proposta de código redigida por Paulo Piau (PMDB-MG).
Carrega 21 alterações ao texto que o Senado aprovara e que Dilma adorara. Restaura parcialmente os termos de uma proposta que, em votação anterior à dos senadores, a Câmara referendara no ano passado. E Dilma detestara. A cereja do bololô são as chamadas APPs (Áreas de Preservação Permanente).
Na versão que Dilma aprecia, os produtores rurais que desmataram as margens dos rios seriam obrigados a replantá-las. Para cursos d’água de até dez metros de largura, a recomposição teria de alcançar 15 metros de vegetação. Na fórmula de Piau, que Dilma deplora, essa obrigação some.
Em nota levada ao Twitter na noite passada, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, escreveu: “Semana quente. Código Florestal sem acordo . Vai para o voto num clima tenso. TV transmite. Terça. Vou defender relatório Piau.” Alcançado pelo blog, Henrique disse que vai usar as 24  horas que antecedem a votação para tentar retirar o governo da posição de Napoleão a caminho de Waterloo.
“Chego a Brasília nesta segunda (23). Vou procurar os ministros envolvidos com o tema para ver se conseguimos chegar a um entendimento. Um assunto dessa importância merece que a gente se empenhe pelo acordo até a última hora”, disse o líder pemedebê.
E se prevalecer o dissenso, como parece provável? Bem, nesse caso, “vamos para o voto. Democracia tem dessas coisas. Uma hora a maioria precisa decidir.” Estima-se que a maioria de que fala Henrique, composta de agrodeputados e colegas simpatizantes, ultrapassa em muito a fronteira dos 300 votos.
Em minoria, o PT vai ao ringue do plenário no córner oposto ao do ‘aliado’ PMDB. Jilmar Tatto (SP), o líder da bancada petista, tacha de “inaceitável o relatório do deputado Piaeu. Tatto fala até em “obstruir” a sessão. Prefere não votar a aprovar o inaceitável.
A obstrução, por regimental, é parte do jogo. Levando a intenção adiante, porém, o PT não conseguirá senão retardar a votação. Tomados pelo que dizem em privado, os adeptos do texto de Piau descerão ao front dispostos a levar a batalha até a madrugada de quarta (25), se for necessário.
Prevê-se que, mesmo sem obstrução, os embates tomarão tempo. Depois de deliberar sobre o texto de Piau, os deputados terão de votar os “destaques”. São emendas que visam modificar ou suprimir artigos dos projetos de lei. Para cada destaque, uma votação diferente.
Proclamado o resultado, o código alçará a mesa de Dilma Rousseff. A Constituição dá-lhe poderes para vetar a lei –total ou parcialmente. Para Henrique, um bom acordo ainda seria melhor que a demanda. “O veto presidencial é um direito da presidenta Dilma. Mas não se pode esquecer que o veto não é a última palavra.” Verdade. Embora seja incomum, o Congresso pode, se tiver coragem”, derrubar o veto.
          Sou da opinião que se os deputados aprovarem a versão do "suino" Piau - uma raça de porco-,  a Presidenta Dilma deve vetar para demonstrar quem é que comanda a nação brasileira; não é uma meia duzia de parlamentares que pensam mandar no País; parlamentares esses que estão golpeando a governabilidade com chantagens. São uma caterva de anti-nação, de anti-povo, os quais devemos ir às ruas para desalojá-los do congresso já que estão contra o povo. Tá na hora dos sindicatos, das grandes  Centrais Sindicalistas convocarem uma GREVE GERAL NO PAÍS para enquadrar o congresso nacional, para demonstrar a essa canalha quem é que tem aforça. VAMOS A GREVE GERAL,VAMOS PARAR OPAÍS; VAMOS DAR APOIO INTEGRAL A PRESIDENTA PARA ACABAR COM OS REMENDOS DESSA GAITA VELHA CHAMADA BRASIL, COMO DIZIA O ESTIVADOR TIAGO NA DÉCADA DE 60.

domingo, 22 de abril de 2012

O QUE É EQUILÍBRIO?

A troca de farpas entre os ministros do STF, Joaquim Barbosa e Cezar Peluso foi alvo de muitos comentários; um deles no editorial da Folha de São Paulo (22/04/12), com o título Em busca do equilibrio, onde o editorialista ao criticar o ministro Joaquim Barbosa diz que suas afirmações " não prima pela isenção e pelo equilíbrio que se espera de um magistrado". Ora, o ministro Barbosa reagiu a uma entrevista agressiva a sua pessoa, , que a Folha não comenta. É uma atitude normal de um cidadão investido numa toga de ministro; não deixa de ser um ser humano e que, atingido em seus principios, se defendeu.  Quanto a " falta de equilibrio" a Folha de São Paulo dá razões ao ministro Joaquim Barbosa quando afirma,textualmente, que "Todavia o tom corporativista da atuaçãode Peluso não deixou de ser percebido por observadores mais desapaixonados... Peluso entrou em choque com a corregedora do órgão, a ministra Eliana Calmom, e resistiucomo pôde à ostensividade do conselho na inspeção dos rendimentos dos magistrados", entre outras observações como " ...deixa a presidência do tribunal após gestão apagada, imobilista, sem projeto nem propostas para fazer avançar as necessárias reformas do Judiciário. Criticou a Presidenta Dilma  com agressividade. Joaquim Barbosa quanto chamou Peluso de " tirano













sábado, 21 de abril de 2012

FMI VAI SOCORRER OS BANQUEIROS INTERNACIONAIS


US$ 430 bilhões é o recurso que o FMI destinará como  " barreira anticrise", leia-se socorrer o sistema financeiro internacional. Esse é um recurso que será desviado da saúde, da moradia, da educação, enfim dos projetos de defesa da vida.
O DNA DO CAPITALISMO: A CORRUPÇAO


Nos últimos sete anos o Brasil perdeu R$40 bilhões  por causa da corrupção. Segundo levantamento da Folha de São Paulo, esse é quase todo o recurso que o governo gastou em investimentos num montante de R$38,1 bilhões. Para acabar com a corrupção precisamos destruir o sistema que a sustenta: o capitalismo porque a corrupção está no DNA do capitalismo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

É HORA DE JOGAR A GAITA VELHA FORA

Odiario
Uma crise estrutural exige uma mudança estrutural
István Mészáros [*]
:: Colaboradores :: 19.Abr.12
Nunca é demais assinalar que a crise que vivemos não pode ser compreendida se não a remetermos para a estrutura social no seu todo. Isto quer dizer que, para clarificarmos a natureza desta crise, cada vez mais grave e duradoura, que afecta hoje o mundo inteiro, devemos considerar a crise do sistema capitalista no seu todo. Pois a crise do capital que experimentamos hoje é uma crise estrutural que tudo abrange.

O grande pensador do século XXI, Mészáros está na linha do estivador de Itajai-SC, o velho Tiago que em 1962, numa atividadeno Sindicato dos Estivadores de Itajaí, na presença de alguns diretores da UNE, entre eles José Serra, então presidente; Tiago, ao se referir as Reformas de Base,vaticinou na sua simplicidade: " Moços esse país está igual a uma gaita véia, todo mundo quer consertar essa gaita; essa gaita não  tem mais conserto. Tem que jogar essa gaita véia fora e comprar uma nova". Tiago usou do seu conhecimento dialético, prático,  para dizer que a solução é mudar toda a estrutura: a solução é a revolução.

ENQUADRANDO OS CONGRESSISTAS

EMENDA CONSTITUCIONAL 2012
Manifesto
Peço a cada destinatário para encaminhar este texto  a um mínimo de vinte pessoas de sua lista de endereços e, por sua vez, pedir que cada um deles faça o mesmo.
Em três dias a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.
Lei de Reforma do Congresso de 2012 (emenda da Constituição do Brasil):
1. O congressista receberá salário somente durante o mandato. E não terá direito à aposentadoria diferenciada em decorrência do mandato.
2. O Congresso contribui para o INSS. Todo o fundo (passado, presente e futuro) atual no fundo de aposentadoria do Congresso passará para o
regime do INSS imediatamente. O Congressista participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos os outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
3. O congressista deve pagar para seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
4. O Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário, que será objeto de plebiscito.
5. O congressista perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde como o povo brasileiro.
6. O congressista está sujeito às mesmas leis que o povo brasileiro.
7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.
8. Todos os votos serão obrigatoriamente abertos, permitindo que os eleitores fiscalizem o real desempenho dos congressistas.
Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem.
A hora para esta emenda na Constituição é AGORA.
É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO. Se você concorda com o exposto, REPASSE.
Vamos colocar ordem no congresso. Falando nisso voce sabia que em Cuba os congressistas trabalham de graça?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"PELE 100 SANTOS"

PELÉ 100 SANTOS
Esse o título de um texto do grande cronista esportivo, o camarada Juca Kfouri, que comento hoje no meu blog. Juca traça uma síntese panorâmica sobre o trajeto do Santos ligado a figura marcante e emblemática de Pelé. “A pergunta que se impõe: Quem é maior? É óbvio que o chavão é verdadeiro: que os jogadores, por maiores que sejam, e Pelé foi e ainda é o maior de todos, passam, enquanto os clubes ficam”.  Uma constatação irretorquível! Mas, com sua verve astuta  Juca vai mais longe e pergunta: “ Mas será o Santos ainda maior que Pelé? Pelo mundo afora se encontra quem não saiba da existência do clube. E até hoje, 35 anos depois de Pelé penduraras chuteiras, é difícil encontrar alguém que não saiba que Pelé é.” É difícil nos dias  de hoje encontrarmos atletas que abandonaram os campos e sejam abordados pelos netos dos torcedores. Fui testemunha de um fato interessante, fui a uma churrascaria em Porto Alegre, acompanhado do grande centro avante do grêmio portoalegrense, Juarez, o Tanque do Olímpico, como era e ainda é conhecido e pasmem, uma gurizada correu apontando pra ele e dizendo “ olha o Juarez, o Tanque” , cercando-o e pedindo autógrafo; um ídolo que passou de pai para filho. Juarez infernizou a vida do meu time o Internacional, de 1955 à 1961; meu grande amigo, pois jogou no time do Estiva, treinado pelo meu pai o estivador Humaitá. Juarez deixou os campos, pendurou as chuteiras em 1965 e ainda é lembrado e conhecido nas ruas de Porto Alegre. Coisa rara ou melhor raríssima. A afirmação que ouso fazer é que dificilmente teremos um outro Pelé, assim como na política, no campo das esquerdas  será difícil surgir um outro Marx, um Engels, um Lenin, um Mao, um Stalin ou um Fidel! É uma afirmação um tanto quanto metafísica; mas a faço! Por mais que tentem achar um outro Pelé, a coroa de rei ainda continua com ele, o resto, como disse um poeta Frances “ toute le reste est faiblesse”.





RODOVIAS: O GARGALO NO ESCOAMENTO DA SOJA

Eis um assunto que o DNER, DNIT e outros segmentos ligados aos transportes, bem como os grandes produtores e comerciantes multinacionalizados de soja devem sepreocupar. Os órgãos governamentais tem que coordenar uma ação no sentido de chamar os construtores de estrada e entregar para eles,depois pedagiarem, os trechos da BR-163 e BR-364. Já que são rodovias que beneficiaram grandes segmentos poderosos da nossa economia que estão podres de ricos com o comércio desse comoditie; que invistam e depois tenham retornono pedágio. O governo não pode maispriorizar investimentos que servirão a uma minoria que, além disso, ainda poluem o ambiente com agrotóxicos e exploração de mão-de-obra.

O ABANDONO DE PRÉDIOS PÚBLICOS E PRIVADOS

Já comentamos esse assunto e voltamos a tratá-lo visto que implica em questões de desrespeito ao consumidor quando se trata de bens públicos e de segurança quando privados. Existem em Curitiba diversos prédios públicos fechados, abandonados e,alguns servindo de abrigo para malandros. A reportagem publicada na Gazeta do Povo(18/04/12) diz tudo. As construções inacabadas devem ser, urgentemente, fiscalizadas pelo CREA e Prefeitura para que os proprietários tomem providência; se não tomarem que sejam expropriadas para servirem de moradia para familias que precisam. Quanto aos prédios públicos que o Ministério Público entre em ação, bem como os vereadores e deputados - que trabalhem um pouco para fazer jus ao alto soldo- e exijam dos responsáveis esclarecimentos e providências urgentes. Não podemos mais conviver com todas estas sacanagens públicas e privadas que prejudicam a população.

O PÉSSIMO DESTINO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS

A existência dos lixões em todo o Paraná, bem como das enganações dos tais aterros sanitários é uma demostração do descaso das autoridades públicas com a questão ambiental, enfim com a saúde da população, bem como comprova e atesta a falência da terceirização destes serviços pelos poderes públicos. A questão do lixo ainda não é tratada como prioridade; lembro da década de 90 quando tentamos implantar um programa de tratamento do lixo, com educação ambiental da população, separação do lixo e outras medidas sanitárias,  na região do norte pioneiro; não tivemos sucesso porque a maioria dos prefeitos da região não se empenharam no projeto. O lixo ainda é uma questão que precisa ser amplamente debatido na época das eleições onde o povo deve cobrar e exigir dos candidatos um compromisso de ação efetiva no tratamento dos resíduos sólidos e líquidos. Por outro lado cabe também ao Ministério Público uma ação amis efetiva e rigorosa. Lixo é questão de saúde; quem não se enquadrar deve ser punido com rigor.
 

"LOUCURA ARGENTINA"

" A Argentina só tem a perder, assim como os demais paises latino americanos que recorrem à expropriação, como Venezuela, Equador e Bolivia", assim se expressa a Opinião da Gazeta do Povo (quarta-feira 18 de abril 2012). Uma opinião bem ao gosto dos dominadores, dos imperialistas. Não deixa de ser uma opinião de quem não tem opinião própria, a não ser repetir sempre o velho e surrado jargão dos clichês sabugistas. Ao assumir o controle da YPF a Argentina deu um grande passo para a estatização de um importante segmento da economia que são os combustíveis. Agora a Repsol ,que há anos explora o povo argentinoerno, quercobrar pela YPF a "basgatela" de US$10,5 bilhões. O governo argentino diz que não vai pagar; e faz muito bem. A " expropriação" termo utilizado pela mídia sabuja, até que está correto pois que é o que nós latino americanos deveríamos estar fazendo com todos os bens daqueles que há séculos nos exploram; a expropriação é uma forma de tomarmos de volta a mais valia e outras formas de exploração que as empresas multinacionais fazem.

OS CRIMES DA POLITICA DE SAÚDE EM CURITIBA E NO PARANÁ

As politicas privativistas do setor de saúde em Curitiba e no Paraná estão irritando a nossa população. Não é só irritação. É angustia e medo de ficar dependendo do atendimento social o qual leva até 11 (onze) horas para atender um paciente que é tratado com descaso. Mas a demagogia continua... São médicos desrespeitosos que não aparecem para o atendimento, entre outras esculhambações mais. Se faltam médicos, se os mesmos estão insatisfeitos com os salários, que se importem médicos de Cuba, médicos preparados e conscientes, médicos que foram capacitados dentro do principio ético primum non nocere(primeiro não prejudicar) ,de que a medicina não é um negocio, não se comercializa. Nós comunistas do Paraná repudiamos esse péssimo atendimento na saúde do municipio Curitiba e do Estado que desrespeita os mais elementares direitos do cidadãos: O DIREITO À VIDA.

BRAVO CRISTINA!

A presidenta da Argentina Cristina Kirchner está tomando medidas corajosas, a nossa presidenta Dilma pode seguí-la através de uma consulta popular,de um plebiscito; verá que terá respaldo popular e não precisará da tal base de apoio que não passa de uma areia movediça.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

COMISSÃO DA VERDADE

 
 

CONGRESSO GENUFLEXO AO LATIFUNDIO ESCRAVOCRATA

REPUDIAMOS O PROJETO DOS LATIFUNDIÁRIOS SOBRE A DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS

(Nota Política do PCB)

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) repudia veementemente a decisão do Parlamento brasileiro, em votar e aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a PEC 215, que trata da demarcação de terras indígenas. Segundo a PEC 215, o poder de demarcação de Terras Indígenas é transferido do Executivo ao poder Legislativo e se estende a terras quilombolas e a criação de unidades de conservação ambiental. Essa aprovação significou uma vitória da bancada ruralista, pois, na prática, impedirá que haja mais áreas indígenas e quilombolas identificadas.

            É importante frisar que, diferentemente dos latifundiários e do agronegócio (representados pela bancada ruralista), a terra para os indígenas não possui interesses econômicos. A terra tem um significado de sustentabilidade, de memória, de cultura e identidade para os Povos Indígenas, condição vital para a reprodução física e cultural desses povos.

            Inúmeras comunidades indígenas continuam sem possuir o direito à  terra, portanto, sem o direito de locais para morar, realizar suas atividades produtivas e praticar suas manifestações culturais. Até mesmo o direito à educação diferenciada não é respeitado, uma vez que só pode se realizar se a comunidade indígena tiver a posse da terra. Para além desses fatores, as comunidades indígenas sem terra são vítimas, muitas vezes, de violência cometida impunemente por fazendeiros e latifundiários. Vale ressaltar que mesmo nas terras que já estão demarcadas pelo Estado, é comum a presença de posseiros e de invasões destas terras por garimpeiros e/ou madeireiros.

            Atualmente, o processo de demarcação de Terras Indígenas já enfrenta várias dificuldades, como, por exemplo, as debilidades da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), com falta de quadro pessoal, de condições de trabalho e de recursos orçamentários. Com esse quadro e dentro dos limites burgueses, poucas são as Terras Indígenas demarcadas nos últimos anos. Com a aprovação da PEC 215, esse processo praticamente deixará de existir, pois o poder de demarcar terra passará do Executivo para o Legislativo, sendo a decisão por conta dos parlamentares por meio de projeto de lei, aprovado por maioria simples.

O PCB repudia esse retrocesso do Estado brasileiro com as populações indígenas, pois fere pontos consagrados na Constituição: o reconhecimento das terras ocupadas pelos índios como direito original e a prerrogativa do Executivo em demarcar as terras. Torna-se necessário que as comunidades indígenas e os movimentos sociais e populares se mobilizem para a derrubada da PEC 215, ao mesmo tempo em que pressionem a FUNAI para agilizar os procedimentos de identificação e demarcação das Terras Indígenas.

No entanto, a problemática das Terras Indígenas em nosso país ultrapassa os limites da FUNAI, sendo, necessariamente, uma questão agrária. Portanto, é fundamental a luta pela reforma agrária em nosso país, garantindo terras para as comunidades indígenas, quilombolas e famílias sem terra.

PCB – Partido Comunista Brasileiro - Comissão Política Nacional (abril de 2012)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

RELATO DE PERSEGUIÇÃO AO PCB DURANTE A DITADURA

Fomos ao Seminário Direito à Memória e à Verdade, realizado no Teatro da Reitoria da UFPR, onde nos pronunciamos em nome do PCB. Tínhamos um pequeno texto, mas em respeito ao tempo fixado, resolvemos dar o nosso recado de improviso onde resaltamos a luta permanente do PCB contra aqueles que querem defender os atos do arbítrio ditatorial e tentam, a todo o momento, desqualificar e torpedear a Comissão da Verdade. Dissemos que a Comissão da Verdade só tera sucesso, só evoluirá se tivermos unidos e organizados nas ruas, nas escolas, nas universidades, nos sindicatos, nas associações de categorias profissionais; enfim a sociedade organizada deve estar alerta para combater e escorraçar as vivandeiras de ditadura.
Abaixo depoimento da companheira Marise Egger Moellwald, ex-militante do PCB; era estudante de Ciências sociais quando foi presa no dia 24 de outubro de 1975, em São Paulo(SP):
"Eu e meu companheiro, George Duque Estrada, fomos presos em meio auma avalhanche de prisões que tinham como alvo o PCB, de norte aosul do país. Só em São Paulo, em outubrode 1975, estavam detidas 96 pessoas do partidão, dentre asquais: Lenita Yassuda, Dilea Frate, Marisa Saenz Leme, Eleonora Freire, Sonia Morossetti, Sandra Miller, num total de 28 mulheres. No DOI-Codi, passei a noite encapuzada, ouvindo os gritos de um homem sendo brutalizado. O diaseguinte soube depois, foi aquele em que Vladimir Herzog foi torturadoaté amorte. Fui levada à sessão de interrogatório numa sala próxima a outra onde alguém também estava sendo interrogado e torturado. Diziam-me que era meu companheiro. Eram gritos abafados de uma pessoa amordaçada. Achei que iam matá-lo. Os homens que me torturavam se revezavam entre o local onde eu estava e a sala contigua. Estavam num estado de alteração psíquica indescritivel. Eu era erguida da cadeira e jogada, nua e encapuzada, como se fosse uma peteca, de mão em mão, no meio de xingamentos e gritarias.Depois fui submetida a tapas e choques elétricos. Perdi alguns dentes e todas as minhas obturações cairam. Como estava amamentando, o leite ecorria pelo meu corpo, o que constrangeu alguns torturadores e estimulou outros. O entra e sai era frenético. De repente, instalou-se um silencio sepulcral. Sobe e desce de escadas. Os interrogatórios foram suspensos. Na madrugadaentre 25 e 26 de outubro, agentes passavam pelos corredores e perguntando se 'alguém também estava passando mal'.  Pensei que algo de terrível tivesse ocorrido com o Geroge. Não havia sido com ele, mas com o Vladimir Herzog. Foram provavelmente dele os gemidos que ouviada sala contigua..."
Diante destes fatos descritos pela companheira Marise e outros muitos pelo Brasil afora o PCB afirma que a questão é simples, O que queremos é:
- A imediata instalação da Comissão da Verdade;
-Apuração dos crimes da ditadura empresarial/militar;
-Localização dos desaparecidos;
-Punição dos culpados.

Acreditamos que mesmo essa Comissão da Verdade que já nasce constrangida, cerceada, controlada; mesmo essa! só será instalada e terá força para cumprir com o seu papel caso tenha apoio napopulaçã, do contrário o tempo tende sempre ao esfriamento. 
Assim nós do PCB vamos estar juntos nasações que venham a servir a esse interesse; porém mantendo nossa independência de pensar e agir.

O QUE VOCÊ NÃO VÊ NA MIDIA "DEMOCRÁTICA"

12 de abril de 2012 às 22:51

Melenchón: O homem que ameaça o austeritarismo


J.-L. MELENCHON – PRENONS LE POUVOIR… por Ababord2012
O murro de Mélenchon
Com valores a rondar os 15% nas sondagens para as eleições presidenciais francesas, Jean-Luc Mélenchon protagoniza o inesperado: a relevância de uma esquerda que não se rendeu ao liberalismo.
11 Abril, 2012 – 00:14 | Por Luís Fazenda
No Esquerda.net
Esse sentimento de “juntar forças” para reivindicar uma nova etapa de conquistas políticas e sociais esteve bem presente no comício da parisiense e simbólica Bastilha, com mais de 100 mil pessoas que ali foram. Não por acaso, Mélenchon terminou o seu discurso dando um viva à bandeira vermelha! Ele que sustenta que a campanha preconiza uma revolução cidadã por uma nova República.
O candidato do Front de Gauche (englobando Parti de Gauche – liderado por ele mesmo, PCF, e Gauche Unitaire e várias associações políticas de esquerda) representa um frentismo com tradição na frente popular de 1936, de Jaurés. E mais proximamente, no programa comum PS-PCF da primeira eleição de Mitterrand (1980) de que ele próprio foi membro ativo. Melénchon destaca muito nos seus escritos e intervenções essas cíclicas convergências. O seu abandono do PS para formar o PG, em 2008,deveu-se à conclusão que o PS era irreformável para a esquerda.
Atacou simultaneamente a cedência ao liberalismo, “terceiras vias, etc.”, e a social-democracia que apenas preconiza a “regulação do capitalismo”. Fê-lo em nome de um “socialismo republicano que ultrapasse os horizontes do capitalismo”. O programa com que se apresenta a estas eleições de 2012 é disso sintomático: polo público financeiro, unificando a banca estatal e fazendo nacionalizações, impostos fortemente progressivos, taxar as transações in shore e off shore para idêntico imposto, romper com o tratado de Lisboa para uma nova Europa cooperativa, retirar as tropas do Afeganistão e abandonar a Nato, política de rendimentos a favor do salariato e da segurança social, planificação ecológica.
Para tudo isto, reclama-se caminho para maioria social e política e para a eleição de uma Constituinte. Que um Programa radical, na atual adversidade de forças que enfrentam os progressistas, se possa impor como fator de esperança e só através desse programa se tenha conseguido ampliar a desiludidos do PS ou de organizações sectárias, ativando abstencionistas e despolitizados, esse é justamente um referente que não deve ser escamoteado.
Contudo, esse Programa não começa sem uma dura autocrítica, quer de Melénchon e seguidores, quer do Partido Comunista Francês, todos subscritores deste processo. “É preciso romper com as políticas seguidas pelos governos no poder nas últimas décadas. É claro, houve diferenças entre a política dos governos de direita e aquela dos governos de esquerda. Mas houve também infelizmente pontos comuns: a crença na construção atual, liberal, da União Europeia, a vontade de reduzir o “custo do trabalho”, o desmantelamento dos serviços públicos, a recusa de enfrentar os bancos e os mercados financeiros”. Vindo de um ex-ministro do governo de Jospin e de um parceiro desse governo, como os comunistas, são atitudes de grande significado estratégico para o reagrupamento socialista.
Num pequeno depoimento que gravei em vídeo para a campanha de Melénchon, disse que ele é um símbolo do arco-íris que a esquerda alternativa deve ser. Não foi uma simpatia de momento. Penso mesmo que a acumulação de forças alternativas na Europa para derrotar os liberais-conservadores só pode ser dinamizada à esquerda e não ao centro, o do pântano lembram-se?, como mostram os últimos 30 anos da social-democracia europeia. O arco-íris é, como se sabe, paleta de cores, diverso nas composições, não quer ser unitário porque é pluritário, mas não aliena conceitos de império e soberania, estado e propriedade, trabalho e classes que são o património comum do socialismo.
É interessante verificar a posição da candidatura sobre uma esperada 2ª volta: derrotar Sarkozy, sem tibiezas. Mas se ocorrer uma eleição de Hollande não contem com o Front de Gauche para fazer parte do governo francês, as políticas não são próximas nem miscíveis. Curiosamente, para as eleições legislativas, que vêm já a seguir, PCF e PS abandonaram acordos eleitorais que vinham desde o pós-guerra e que não poucas vezes manietaram o PCF.
O programa do Front de Gauche está articulado com programa, recentemente aprovado em congresso (Erfurt) do Die Linke da Alemanha. São bons prenúncios para a corrente de esquerda europeia, com espaço próprio. O murro de Jean-Luc Melénchon é um aviso ao austeritarismo mas, malgré tout, um arranque sem fronteiras.
*Luís Fazenda é deputado e Líder parlamentar do Bloco de Esquerda, professor.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CAPITALISMO: SERVIÇOS PUBLICOS DESRESPEITAM OS POBRES

No capitalismo pobre não tem vez. O povão sofre nas mãos dos administradores públicos, estafetas da burguesia. Hoje vou falar da COPEL, uma empresa estatal que fatura milhões; que paga regiamente seus funcionários mas que deixa muito a desejar na prestação de serviços aos segmentos mais pobre da população. No municipio de São Josédos Pinhais, mais propriamente nas localidades da Roseira e Bordado Campo, quando chove, o povão fica sem energia elétrica; a luz demora a voltar num período de até 1 hora. Entretanto a energia sobre para as festividades natalinas e outras porcarias que não trazem beneficio a população. Sobra energia para os sons estridentes que perturbam a paz das pessoas, dos trabalhadores que querem descansar no fim de semana. Por que a Copel não manda uma equipe averiguar a potencia dos transformadores velhos que não suportam mais as demandas locais? São agéis em cortar ligações de quem atrasa um minimo o pagamento da conta, mas são incompetentes e desrespeitosos na agilidade e solução dos problemas existentes!  Só para lembrar nos bairros citados tem dois vereadores que não movem uma palha para defender a população. O povo da Roseira e Borda do Campo exige respeito dos órgãos públicos.

A COBRANÇA ABUSIVA DOS DONOS DOS ÔNIBUS

Pelo que sei os transportes coletivos de Curitiba são dominados por menos de meia dúzia de familias, entre essas de dois ex-vereadores que exploram seus funcionários. Também sei que todos são católicos fervorosos, que batem no peito confessando sua fé cristã. Que criticam Fidel e Chavez os quais acusam de comunistas, mas no entanto são esses cristãos, católicos de meia pataca que não respeitam os seres humanos, seus funcionários. Onde estão os sindicatos pelegos que assinam, que confirmam um Convenção Coletiva de trabalho que é uma arma contra os motoristas e cobradores? Ora os ladrões fazem o que bem entendem, assaltam motoristas e cobradores e eles são os culpados? Está na hora de justica - se é que ela existe- de exigir a devolução das cobranças abusivas e indevidas praticadas pela máfia dos  transportes coletivos contra seus indefesos funcionários. Continuo firme na minha posição:SÓ PAREDÓN RESOLVE ESSA QUESTÃO!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

OS ESCANDALOS DOS PODERES LEGISLATIVOS NO PARANÁ

Bibinho com aquela cara de eterno debochado ficou em silêncio durante depoimento na audiência que devia ouví-lo. O seu advogado tampouco apareceu. Derosso, que ja devia ter sido cassado desfila na câmara como se ainda fosse o " dono da cocada"; e o é porque  deve ter " o rabo"  de muita gente preso no seu esquema. É por causa dessas e otras cositas más que essa gentalha de terceira categoria, essa canalha, não gosta do regime de Fidel! Por que? Porque lá já teriam ido para o paredón, o lugar certo para esses mafiosos da politicalha do Paraná e do Brasil.

A VERDADE SOBRE A CASA DE JOGOS NO PAROLIN

A Gazeta do Povo - 11/04/12- , órgão da imprensa conservadora, insuspeita de ser radical subversiva, publica matéria com o título "  Os "bandidos" da Policia Vil"; onde denuncia que os " policiais que fecharam a casa de jogos no Parolin têm que se explicar sobre a operação; entretanto, alegam que os crimes não estão sendo devidamente apurados". O fechamento do " inferninho" que além da jogatina proibida dizem que funcionava um esquema de garota programa para a alta elite, isto é um " esquema de xoxota de aluguel" ,aconteceu em 26 de janeiro. Até agora ninguém divulgou o nome dos envolvidos e tampouco quem era o dono da " mansão da jogatina". A Direção da Policia do Paraná em vez de apurar os fatos, investigar os envolvidos donos da jogatina pratica um ato de perseguição aos policiais que fecharam a casa da sacanagem. O delegado geral da Policia Civil bem como o Corregedor devem uma explicação plausível para a sociedade paranaense que afinal são os quem pagam a conta. Será que os envolvidos nas sacanagens da mansão são gente de alto coturno que tem até poder de mandar na policia ao ponto do delegado geral e do corregedor da Policia Civil se acadelarem genuflexamente aos seus designios? Com a palavra o Secretário da Segurança Pública, filho do meu saudoso amigo Djalma de Almeida Cesar, que conheci na década de 8o em Tibagi!

sábado, 7 de abril de 2012

OBAMA PREPARA OS EUA PARA UMA NOVA GUERRA

Atilio A. Boron [*]
Comentamos a seguir uma notícia muito preocupante que recebeu escassa, para não dizer nula, atenção da imprensa mundial. Segundo revelou Kenneth Schortgen Jr., do jornal digital Examiner.com, o presidente Barack Obama assinou em 16 de Março de 2012 uma nova Ordem Executiva que amplia consideravelmente os poderes presidenciais conferidos pela Ordem Executiva para a Preparação diante de Desastres, emitida por Harry Truman em 1950. Graças a este novo instrumento legal, o presidente Obama está habilitado a assumir o controle absoluto de todos os recursos dos Estados Unidos em tempo de guerra ou emergência nacional. Dependerá dele escolher o momento em que decida fazer uso de tão enormes prerrogativas bem como os alcances específicos da mesma.

Segundo consta na documentação oficial, a nova ordem para a "Preparação de recursos para a defesa nacional" concede poderes imensos à Casa Branca. Através dele concede-se-lhe a faculdade de controlar e distribuir por decreto a energia, a produção, o transporte, a alimentação e inclusive a água caso a defesa e segurança nacionais estejam em perigo. Cabe notar que esta ordem não limita a sua aplicação a tempos de guerra, pois estende-se também a tempos de paz. Ficam também abrangidos pela mesma o controle sobre empreiteiros e fornecedores, os materiais, os trabalhadores qualificados e o pessoal profissional e técnico. Cada um dos secretários (ministros) do Poder Executivo (Defesa, Energia, Agricultura, Comércio, Trabalho, etc) encarregar-se-ia da execução da ordem.

Ordens Executivas deste tipo, criadas para preparar ao país perante catástrofes iminentes ou para assegurar a defesa nacional, não são novas na história dos Estados Unidos. Mas em dois casos muito significativos desencadearam uma crise constitucional, pelo fato de que mediante estes dispositivos jurídicos o Executivo passa a dispor de faculdades ditatoriais sobre os cidadãos, cuja implementação fica entregue à discricionariedade do ocupante da Casa Branca. Durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln suspendeu as liberdades de palavra e de imprensa, revogou o habeas corpus e o direito a um julgamento justo sob a Sexta Emenda. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Congresso recusou conceder ao presidente Woodrow Wilson poderes novos e mais extensos sobre recursos de diverso tipo para colaborar no esforço da guerra. Wilson, como resposta, emitiu uma Ordem Executiva que lhe permitiu aceder a um controle completo sobre os negócios, a indústria, o transporte, os alimentos, assim como faculdades discricionárias para conceber e implementar políticas económicas. Segundo Schortgen Jr., foi só a seguir à morte destes dois presidentes que os poderes constitucionais foram devolvidos ao povo dos Estados Unidos.

Na mudança verificada no clima ideológico norte-americano, o avanço do belicismo e a subtil e persistente manipulação da opinião pública em favor da guerra descartam, salvo eventualidades inesperadas, a irrupção de um debate sobre a constitucionalidade, ou oportunidade, da nova Ordem Executiva.

Contudo, a decisão de surpresa do presidente Obama abre interrogações muito sérias, pois confirma o vigor da escalada belicista instalada em Washington. Segundo se informa no referido artigo do Examiner.com, aquela teria sido precipitada pela certeza de que os planos israelenses para atacar o Irão já teriam entrado numa contagem regressiva que Washington demonstrou ser incapaz de deter. O killer de Jerusalém já não obedece às ordens dos seus patrões e financiadores. Assim, Washington prepara-se, paradoxalmente arrastado por um dos seus peões, para participar de uma guerra que incendiará o Médio Oriente. Por isso Obama decidiu reforçar extraordinariamente os poderes presidenciais e adotar as medidas para que, quando a conjuntura exigir, toda a maquinaria econômica dos Estados Unidos seja posta ao serviço da nova, e mais grave, aventura militar. Não é um dado menor recordar que nem sequer durante a guerra do Vietname as sucessivas administrações norte-americanas apelaram a uma concentração de poderes tão fenomenal.

Já há bastante tempo Fidel vem advertindo acerca dos perigos que se aprofundam sobre a paz mundial. Numa "reflexão" escrita poucos dias depois de Obama emitir a nova ordem, "Os caminhos que conduzem ao desastre", o Comandante concluía a sua nota dizendo que "não tenho a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro da sua história". Lamentavelmente, os fatos parecem dar-lhe razão, mais uma vez.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .